Projeto de Pesquisa

Indefinido

HISTÓRIA SOCIAL E HISTÓRIA ORAL: pesquisas sobre trabalho e trabalhadores no Triângulo Mineiro (2000-2016)

por Portal PPGHI Inhis
Publicado: 22/10/2020 - 09:35
Última modificação: 22/10/2020 - 09:35

FAPEMIG: EDITAL 001/2017 - DEMANDA UNIVERSAL PROCESSO: CHE - APQ-02063-17. O objetivo central da pesquisa é o de compreender como narrativas e entrevistas realizadas com trabalhadores tornam-se evidências orais (ou História Oral) no contexto de uma recente produção acadêmica sobre trabalho, cultura e modos de vida urbana. Para tanto, propomos realizar levantamento quantitativo de tais produções através de teses e dissertações defendidas entre 2000 e 2016 no programa de pós-graduação da Universidade Federal de Uberlândia. Após tal levantamento, discutiremos: 1) modo de produção do material; 2) debate teórico metodológico realizado a respeito da História Oral; 3) interpretação de evidências apresentadas à luz de outras fontes e de outras pesquisas. Esperamos obter padrões e tendências que indiquem limites e avanços alcançados na utilização de entrevistas. Em um contexto secundário, procuraremos dialogar com as recentes determinações sobre ética na pesquisa. Iniciando, sobretudo, pela Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012, fruto da Resolução 196, de 10 de outubro de 1996 (ambas do Ministério da Saúde, Governo Federal do Brasil). Esta pesquisa está vinculada ao GPEPS: Grupo de Pesquisa em Experiências e Processos Sociais. (Grupo de pesquisa /CNPq) e conta com uma bolsa de Iniciação Científica (FAPEMIG).

Responsável: 

Redes Sociais, Estratégias e Biografias Coletivas: uma análise historiográfica da segunda geração da Microstoria italiana

por Portal PPGHI Inhis
Publicado: 22/10/2020 - 09:32
Última modificação: 24/03/2021 - 13:42

Analisar as principais obras (que serão citadas na parte Metodologia e Fontes) de dois dos principais historiadores que formam aquilo que designo como a segunda geração da microstoria italiana, a saber: Maurizio Gribaudi e Simona Cerutti. Objetivamos trazer à tona as contribuições teórico-metodológicas que o fazer história desses dois italianos podem oferecer à historiografia brasileira, mais especificamente, à História da Violência no Brasil.

Trabalho e Imigração: história comparada de trabalhadores imigrantes no Brasil, Estados Unidos e Portugal

por Portal PPGHI Inhis
Publicado: 22/10/2020 - 09:30
Última modificação: 22/10/2020 - 09:30

O objetivo deste projeto é discutir comparativamente as experiências de trabalhadores imigrantes localizados no Sudoeste do Paraná (Brasil), no estado de Nova Jersey (Estados Unidos) e em Portugal. Pretendemos examinar a relação entre trabalho e imigração no que diz respeito as expectativas que esses trabalhadores têm ao saírem de seus países, as dificuldades identificadas por eles na chegada e permanência nos países estrangeiros e as reações individuais e coletivas que são capazes de construir. Os principais pontos a serem explorados dizem respeito a: (i) em que medida os interesses do capital condicionam a mobilidade de trabalhadores, (ii) quais conexões podem existir entre pressões econômicas e sociais e a decisão de migrar, (iii) como e em que medida os imigrantes tentam manter seus costumes e cultura, (iv) como ele lidam com a solidão do desterro e (v) até onde podemos tratar a imigração como uma experiência global. Os lugares para a realização da pesquisa são o Sudoeste do Paraná (haitianos, selegaleses, bengaleses, libaneses, marroquinos, ganeses, argelinos e paquistaneses), Uberlândia (asiáticos), Lisboa (Sírios) e Nova Jersey (latinos).

Negociações Históricas e Metamorfoses Culturais: contatos e redes de alteridades entre os Jê meridionais

por Portal PPGHI Inhis
Publicado: 22/10/2020 - 09:23
Última modificação: 22/10/2020 - 09:23

O projeto é parte de um esforço mais amplo que quer intervir na discussão sobre a construção histórica e simbólica das experiências de contato a partir das perspectivas da alteridade. Com base em um contexto concreto: o de intensos contatos dos Jê meridionais nos séculos XVIII e XIX com diferentes outros nas regiões dos atuais sul de Goiás, Triângulo Mineiro e norte de São Paulo, esse esforço conjuga interesses da Antropologia e da História para pensar, a partir da história dos contatos de grupos documentalmente apresentados como “Cayapó”, as redes e estruturas de identidades e alteridades mantidas por esses grupos com os não-índios, com outros índios e com negros. Em face desse contexto trata-se de desenhar uma teoria nativa dos contatos e entender o status ocupado por esses diferentes outros na economia simbólica da alteridade e economia política de controle desses grupos indígenas. Associado ao esforço mais amplo, a análise das interfaces entre esses diferentes sujeitos e categorias deverá contribuir na elaboração de um novo modelo teórico para a análise da construção histórica e simbólica das experiências de contato a partir da perspectiva da alteridade; e na produção de conhecimento novo acerca da história do contato desses grupos dos Jê meridionais. O material de pesquisa é constituído por documentos históricos de diferentes procedências, publicados ou inéditos depositados em arquivos públicos e museus; bem como por bibliografias etnográficas, arqueológicas e históricas referentes aos índios no Brasil e aos Jê meridionais. Como se trata de analisar os documentos históricos –objetos da História- a partir da perspectiva da alteridade –objeto da Antropologia-, a pesquisa será desenvolvida a partir do paradigma indiciário e do método de projeção etnográfica.

Responsável: 

Entre remédios e feitiços: políticas de saúde e práticas de cura em Minas Gerais em perspectiva comparativa (1890-1930)

por Portal PPGHI Inhis
Publicado: 22/10/2020 - 09:16
Última modificação: 22/10/2020 - 09:16

O projeto busca compreender como a difusão das políticas de saúde nesse período foram
caracterizadas por várias estratégias de legitimação do saber médico científico frente às demais
práticas de cura. Neste sentido, além das ações do Estado no campo do sanitarismo em Minas, a
aprovação de um código penal marcou o processo de recrudescimento de combate às práticas de
cura qualificadas como crime, como a feitiçaria. Tal processo intensificou as disputas entre os
diversos praticantes da arte de curar, médicos, farmacêuticos, curandeiros e outros. O propósito
da pesquisa é investigar tais aspectos em regiões diferentes de Minas Gerais, como na região do
Triângulo Mineiro e suas fronteiras com Goiás, Vale do Jequitinhonha e outras regiões do Estado, a
partir de arquivos nos locais e do Arquivo Público Mineiro. Para tanto nos utilizaremos de diversas
fontes, como os relatórios da Diretoria de Higiene, os jornais e os processos-crimes. Tais materiais
permitem apreender não só a atuação das autoridades, marcada pelas condições locais, bem
como o cotidiano das práticas de cura.

Responsável: 

Ciganos em Portugal e no Brasil: composições modernas

por Portal PPGHI Inhis
Publicado: 22/10/2020 - 09:12
Última modificação: 22/10/2020 - 09:12

O projeto tem como objetivo geral investigar as formas de representação do cigano na cultura ocidental moderna. Para tanto, pretende analisar especificamente registros escritos da presença dos ciganos nos mundos ibéricos, desde os séculos XV/XVI, procurando compreender não apenas o movimento de entrada dos ciganos em Portugal, bem como a conformação sócio-cultural de sua presença no Reino de Portugal (cujos indícios escritos tomados como fontes de natureza diversa remetem ao quatrocentos) e no Brasil (desde 1562). Além de explorar uma temática periférica nas discussões sobre a formação sócio-cultural e étnica do povo português, a proposta de compreender tais processos sócio-políticos possibilita especificamente identificar aspectos importantes da condição social dos ciganos que vieram para o Brasil. Notadamente aquelas transferências instituídas pelas políticas de expulsão e condenação às galés e ao degredo, implementadas pelos reis portugueses, desde o século XVI cujas ordenações, leis, cartas, alvarás, chancelarias, petições, inquirições, confirmações, atas e crônicas sugerem que as motivações reinóis não fossem apenas conflitos culturais, mas também parte de estratégias determinadas de povoamento e colonização d’além mar.

O Grupo Galpão de Belo Horizonte (1982-2017): a história pelo viés popular e o repertório dramático clássico

por Portal PPGHI Inhis
Publicado: 22/10/2020 - 09:09
Última modificação: 22/10/2020 - 09:09

Este projeto visa discutir a trajetória histórica do Grupo Galpão, companhia teatral criada em 1982 na cidade de Belo Horizonte, que sempre pautou seu trabalho pelo diálogo entre textos clássicos da dramaturgia ocidental com as características do teatro de rua. Assim, o grupo criou inúmeros espetáculos apresentados por todo Brasil e exterior e geralmente com boa recepção por parte da crítica especializada. Frente a isso, este projeto busca inicialmente sistematizar os trabalhos acadêmicos já realizados sobre o assunto, assim como contribuir com um olhar historiográfico para parte da cena teatral brasileira contemporânea. Analisaremos as elaborações dos espetáculos, suas características cênicas, o diálogo com a realidade social e cultural brasileira e a recepção por parte da crítica especializada. Outra linha de atuação deste projeto diz respeito à articulação entre PESQUISA e ENSINO DE HISTÓRIA, uma vez que ele se desenvolverá em conjunto com o curso de licenciatura em História da UFTM, formando futuros professores pesquisadores. Por fim, é preciso ressaltar que, do ponto de vista teórico metodológico, o projeto pretende contribuir com a formação de futuros professores de história, uma vez que saber ler e interpretar fontes documentais ligadas ao mundo das artes é importante para um diálogo mais efetivo entre os futuros professores e os alunos da Educação Básica.
Este projeto foi contemplado com financiamentos de dois editais: Edital 31/2017 para financiamento de pesquisadores da UFTM e Edital 01/2018 de Demanda Universal FAPEMIG.

Comida, cultura e sociabilidade

por Portal PPGHI Inhis
Publicado: 22/10/2020 - 09:06
Última modificação: 22/10/2020 - 09:06

Este projeto objetiva dar continuidade às discussões sobre cultura popular na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, como também aquelas sobre comida e sociabilidade no momento contemporâneo. Admitindo-se as inevitáveis transformações por que passam as manifestações culturais tradicionais, propomo-nos pensar o sentido de continuidade das tradições no âmbito local, relacionando-as às problemáticas da sustentabilidade e segurança alimentar. Além deste foco, ainda central, ampliamos o olhar para outras temáticas relativas ao cotidiano, identidades, processo civilizador e imaginário – referências teóricas fundamentais ao longo de nossa trajetória. As pesquisas vêm sendo desenvolvidas em trabalhos de orientação de iniciação científica, monografias, dissertações e teses nos Programas de Pós-graduação em Ciências Sociais e História e nos cursos de graduação em Ciências Sociais e Nutrição.

Responsável: 

Tempo e escrita da história: memórias e subjetividades nas narrativas audiovisuais

por Portal PPGHI Inhis
Publicado: 22/10/2020 - 09:03
Última modificação: 22/10/2020 - 09:03

A relação entre o Tempo e a escrita da história, marcadas por produções audiovisuais onde a memória e a subjetividade são trazidas a tona é uma das características das produções realizadas pelas filhas de desaparecidos políticos das ditaduras do cone sul, nas quais resistências históricas foram reelaboradas, sendo aqui o que proponho analisar a partir deste projeto. Pretendo discutir os temas referentes à memória, à história e ao discurso do tempo presente a partir de filmes urdidos por diretoras latino-americanas que têm por tema as reflexões sobre suas experiências de vida em meio ao envolvimento (direto ou indireto) com as ditaduras latino-americanas. O viés discursivo encontra na elaboração em primeira pessoa a representação predominante da subjetividade das narradoras, e esta tem sido uma das abordagens que despontaram desde que esta geração iniciou sua produção artística em meados dos anos 1990.

O Brasil nas revistas da National Geographic (1888-2000)

por Portal PPGHI Inhis
Publicado: 22/10/2020 - 09:01
Última modificação: 22/10/2020 - 09:01

A pesquisa analisa as fotografias e artigos sobre o Brasil veiculadas pela revista National
Geographic, impresso editado pela National Geographic Society. Esta associação foi criada nos
Estados Unidos, no ano de 1888, com o objetivo de divulgar o saber científico - sobretudo
geográfico, antropológico e histórico - produzido no seu âmbito ao redor de todo o mundo. Ao
longo do século XX, a associação se tornou um verdadeiro conglomerado comunicacional,
diversificando suas publicações conforme nichos de mercado e também produzindo programas
televisivos para o National Geographic Channel, transmitido internacionalmente por cabo ou
satélite. No que diz respeito especificamente a revista National Geographic, fonte e objeto desta
pesquisa, leituras preliminares indicam que a linha editorial do impresso seguia esta mesma
filosofia, ou seja, a divulgação de um determinado tipo de saber científico para um público leigo.
Objetivava-se, portanto, atingir um número maior de pessoas, muito mais amplo do que aquele
restrito apenas aos que tinham acesso às instituições de ensino e pesquisa científica tradicionais.
A análise crítica dos periódicos se dá a partir do ano de 1888, data do início das edições, e se
estende até os anos 2000, ano em que o impresso deixou de ser traduzido do inglês para o
português e passou a ter uma produção voltada para o público exclusivamente nacional. Tal
recorte cronológico se dá em função do objetivo principal deste trabalho, que é o de analisar as
formas como o Brasil foi construído, interpretado, representado e divulgado internacionalmente ao
longo do século XX por intermédio do impresso, período de consolidação da ideia do país como
uma potência da natureza. Destaque-se, portanto, a importância da fonte no que diz respeito à
produção e consumo de representações da natureza brasileira em seus mais diversos aspectos,
colaborando para a circulação de determinadas visões recorrentes sobre as relações entre
homem, a sociedade e o mundo natural.

Responsável: